April 27, 2016

#01: Projeto novo (de novo) e vida adulta

Ano 01, edição 01. 20 de abril de 2016

Eu sou uma constante e dificilmente estou satisfeita com algo. Por exemplo, a cor que passei na unha semana passada para viajar já não me agrada mais. A foto que coloquei no meu porta retrato já me enjoou. Não gosto mais da minha foto de perfil, mas ainda não tenho uma melhor para por.

Aí eu descobri que estava enjoada também da minha newsletter. Não, não passou de duas edições, e eu estava cansada dela. Achei o formato e a formatação muito pesados, e quis facilitar para o e-mail (e o pacote de dados!) de vocês. Fiz algo que simplificou tudo: migrei de plataforma, mas não migrei de conteúdo, porque, afinal, ele também vai mudar. 

Aos curiosos, usava o MailChimp. Bom, legalzinho, apesar de muito complexo por ter tantas e tantas ferramentas e opções de e-mail. E um dia a Fran, do Meu Palanque, que também resolveu fazer uma newsletter, usou a plataforma Tiny Letter. Acordei há uns dias e tive um estalo: "meu Deus! Eu preciso mudar o formato da news". E assim aconteceu (mentira, eu só achei um amor essa cartinha com um coração em cima, ok?). De qualquer forma, o MailChimp também estava com dificuldades para encaminhar minhas cartinhas aos usuários do Gmail. Que triste, né? Acho que ninguém recebeu a última news por lá. 

Eu sempre gostei muito de escrever, mas foi algo que claramente ficou para trás, lá com quem eu era aos 16 anos de idade. Idade perdida, inclusive, porque considero adolescência a era mais sombria da experiência humana na Terra. Juro, eu não voltaria por nada para a minha adolescência, mas não pensaria duas vezes se me oferecessem um bom cachê para ser criança outra vez. 

Até porque é claro que eu vou preferir ligar os pontinhos e brincar de massinha do que entender a lógica que Dewey criou para classificar as bibliotecas mundo afora, ou quem diabos é Otlet. 

Crescer acarreta tantos problemas que, a cada dia, eu ainda tento procurar o lado bom da vida que todo mundo sempre me falou. Crescer tem um preço - em real ou simbólico, mas tem. Você tem carro e liberdade para onde ir e quiser, mas seu dinheiro permite que você basicamente saia com ele somente para trabalhar e estudar. Quer comer bem? Caro demais. Quer beber? Caro demais também. Tem vontade de viajar, fazer intercâmbio ou só turistar? Que pena :( 

Tá, ok. Crescer tem uns lados bom sim. Como poder viver experiências únicas que só tendo a mentalidade mais madura consegue te proporcionar momentos inesquecíveis. É aí que você consegue entender a importância de algumas coisas que aconteceram na sua infância e adolescência. O porquê dos seus pais serem rigorosos (ou não) com você, o porquê de tanta cobrança, o porquê de sempre ouvir sua mãe quando ela te manda levar o guarda chuva e a blusa de frio. Crescer também não é tão previsível como nós aos 16 anos achávamos que seria. Não contávamos com uma saúde debilitada e uma conta bancária pior ainda. Nem com tantas responsabilidades desabando sobre nós, engolindo nossa vida social sem dó alguma. 

Mas é isso ai. É vida que segue.

Beijos, até a próxima! 

Dani.