December 18, 2016

I#24 Entre temporadas e telonas, um especial de final de ano em quatro partes

 

HEY, VOCÊ AÍ. Como foi a semana? Já está em clima de natal? Quantos panetones já comeu? Nós aqui da Tertúlia estamos numa confusão e desencontro devido a essa coisa magnífica chamada vida. Fim de ano, fim de semestre para algumas, crises existenciais para outras… É por isso que hoje a cartinha tá chegando um pouquinho mais tarde que o habitual, aliás. E com pouquinho queremos dizer dois dias. As mais sinceras desculpas pelo atraso.

E hoje, 17 de dezembro, a 14 dias de 2017,  temos a segunda parte do nosso especial de fim de ano!!! Depois de uma edição onde todo mundo falou sobre seu livro e sua referência musical favorita em 2016, chegou a vez de escolher o filme e a série favs. E, olha, já podemos adiantar que foi uma tarefa bem difícil escolher. Preparado? Pega uma rabanada e vem com a gente.


MELHORES SÉRIES ASSISTIDAS EM 2016

“Jane the virgin”: Jane é uma jovem que prometeu, ainda criança, para sua avó que casaria virgem para evitar o mesmo destino de sua mãe. Aos 23 anos, Jane está noiva e se prepara para o casamento que está para acontecer logo. Um dia ela vai fazer uma consulta ginecológica e, acidentalmente, ela acaba grávida por uma inseminação artificial.

A série é de 2014 e já está em sua terceira temporada, mas a primeira temporada só entrou na Netflix esse ano e foi a melhor coisa que eu assisti. Ok, eu sou a pior pessoa para decidir “a/o melhor x da minha vida”, no entanto decidi exaltar aqui esse seriado maravilhoso. O seriado tem o humor de novela mexicana, o ritmo das falas entre os personagens me lembra muito a vibe de “Gilmore Girls” e quando você menos espera tem um plot twist que vai causar danos sérios na sua mente. (Indicação da tatii)

“Sense8”: Eu sou a atrasada que viu “Sense8” depois de todo mundo, um ano depois e foi lindo. Eu tive crushes, ships, ri, chorei, fiquei com o coração na mão e surtei muito. E fiquei maravilhada com o conceito de sensate, com os cenários apaixonantes — e às vezes, tristes — de vários cantos do mundo. Com a representatividade, o cuidado da produção, as atuações, o amor, a amizade, a força. E por fim maravilhada até com as confusões mentais que essa série causou em mim.

Meses depois e, tem horas que percebo que ainda não me recuperei. Não me recuperei da ideia maravilhosa de oito pessoas que nasceram no mesmo dia espalhadas pelo globo estarem ligadas e cada uma com sua vivência singular poder ajudar a outra. Percebo que ainda sou um Lito gritando “Hernando”, ainda sou uma parte de um nós, dizendo “hey, what’s going on?”. What’s going on que só vão liberar a segunda temporada em maio?! (Indicação da Helena)

“Last Life”: A websérie conta a história de Sloane, uma bruxa que é uma “alma consciente” - alguém que reencarna e se lembra das vidas passadas. O único objetivo na vida de Sloane é reencontrar sua alma gêmea - especialmente agora que, depois de ter quebrado uma regra, ela está na sua última vida. A alma gêmea de Sloane, por sinal, é Taylor uma jovem tímida com ansiedade e agorafobia que é rapidamente descrita como uma das almas mais sombrias do mundo.

“Last Life” é uma websérie de orçamento baixíssimo que faz parte da The Puma Squad, uma companhia que conta com uma equipe técnica de apenas duas pessoas. A série teve duas temporadas com 17 episódios no total e agora precisa muito de divulgação para conseguir um patrocinador que possibilite uma terceira temporada. Eu adoro porque ela tem vários aspectos que fãs de fantasia adoram, de guerras entre covens milenares a demônios e personagens bíblicos. (indicação de Giulia)

“Miss Fisher's murder mysteries”: Austrália, anos 20, pós primeira guerra, primeira onda do feminismo, vestidos maravilhosos e cabelo Chanel. Nesse contexto histórico, temos Miss Phryne Fisher, uma dama da alta sociedade australiana que retornou para seu país após uma longa temporada na Europa. Com atração por problemas, Phryne não passa nem um dia na Austrália sem se meter em confusão: ao visitar uma antiga amiga, ela esbarra numa cena de crime e num detetive de polícia com uma personalidade bem diferente da dela. Mal sabiam eles que esse caso seria o início de uma grande parceria.

A série, apesar de ser policial, é bem leve e tem um alívio comigo maravilhoso, culpa da protagonista de espírito único e seus amigos que nunca sabem muito bem como lidar com a senhorita Fisher. Apesar de se passar nos anos 20, a série traz um combo de feminismo e representatividade que dá orgulho. E, aah, claro, tem o romance, o OTP dos OTPs… não vou dizer que casal é esse, mas já no primeiro episódio podemos sentir um clima rolando. Ei, corre lá na Netflix e descobre do que estou falando! Você não vai se arrepender. (Indicação da Isa)

“The Shannara Chronicles”: Isso foi mais difícil de escolher do que eu pensava. Assisto pouquíssimas séries, então aquelas que vou além do segundo episódio sempre são maravilhosas. Mas aí lembrei de The Shannara Chronicles e... WOW SHANNARA. No futuro, quem domina são os elfos, e os humanos estão relegados a nômades fugitivos. A magia surgiu durante a guerra e adormeceu novamente, e agora não há muita coisa dessa magia... Exceto a Elcrys: uma árvore lendária e milenar onde cada folha é um demônio aprisionado. Sempre acontece uma competição para selecionar os Escolhidos, aqueles que cuidam da Elcrys por um ano. A Amberle, neta do rei, participa dessa competição e é uma das campeãs, se tornando uma dos Escolhidos. Só que a árvore está morrendo e cada folha que cai é um demônio liberto.

A série é curta, tem uma trilha sonora maravilhosa e o roteiro é bom. Os personagens têm camadas, os efeitos visuais são aceitáveis e os diálogos, verossímeis. Shannara tem magia, demônios, romance... Enfim, é exatamente meu tipo de história, que me deixa nervosa, animada, curiosa, com ~~~sentimentos~~~. (Indicação da Gih)

“Healer”: 2016 foi um ano em que mergulhei de cabeça na cultura coreana e ampliei horizontes. Não somente me mantive imersa na música, como também comecei a me interessar também pelos dramas coreanos (ou doramas) e Healer foi meu primeiro contato com eles ― e segue reinando absoluto como meu favorito.

Healer aborda as histórias de três pessoas desconhecidas unidas por um mesmo evento do passado que separou um grupo de cinco melhores amigos responsáveis por uma rádio difusora ilegal. Da trilha sonora aos personagens marcantes, somado à uma trama envolvente desde o primeiro contato, esse dorama é daqueles que te conquistam episódio a episódio (são 20 deles!) e os plottwists... Ah, os plottwists! Fazem você ir da raiva à dor no coração... Com algumas lágrimas derramadas pelo caminho. Impossível terminar sem ter aquele famigerado sentimento de vazio ficando para trás, e mais impossível ainda não amar! (indicação da Carol)

Tá faltando uma indicação não é? É porque eu não assisti série nenhuma em 2016. Porém 2017 promete, então se quiserem me enviar indicações, tô aceitando. (Justificativa da Dani)

MELHORES FILMES ASSISTIDOS EM 2016

“Zootopia”: E eu me apaixonei quando vi. Judy Hopps, uma coelha do interior cheia de sonhos indo para academia de polícia na cidade grande composta de maioria masculina e de espécies grandes. E Nick Wilde, um cafajeste criminoso. O que um tem de otimista o outro tem de pessimista. E tudo dá errado e tudo dá certo.

“Zootopia” é um alívio para minha alma, uma animação fofa e engraçada, uma história sobre amizade, com piadas inteligentes, crítica social e questionamento de papéis. E com o melhor brotp que conquistou meu coração de forma tão pura e simples. Irei defender meus bebês para sempre. E stopem fanarts românticas no meu Pinterest, em nome da deusa. (Indicação da Helena)

“Carol”: “Carol” foi estrelado por atrizes maravilhosas como Cate Blanchett e Rooney Mara. Ele fala sobre o relacionamento de duas mulheres: Carol Aird, uma mulher rica que passa por problemas em seu divórcio; e Therese Belivet, uma vendedora em uma loja de brinquedos. O filme vai mostrar o romance entre elas, mas também vai mostrar as dificuldades desse tipo de relacionamento nos anos 50.

O filme é baseado em um livro mais ou menos autobiográfico da Patricia Highsmith. Eu escolhi ele como o melhor filme de 2016, porque ele transmite tudo o que eu queria para um filme com essa temática; ele é simples e puro e ainda conturbado e verdadeiro. Das cenas, plot, personagens, fotografia até as atrizes, ele é perfeito. (Indicação da tatii)

“The Fundamentals of Caring”: Esse foi o filme que me fez perceber que eu tenho um tipo para filmes: Artista fracassado ou inseguro passa por situação traumática e precisa se reinventar se enfiando em uma jornada (seja literal ou figurativa) e acaba conhecendo uma ou mais pessoas inspiradoras ou incríveis que acabam fazendo com que ele descubra muito sobre o mundo e sobre ele mesmo. Esse é o tipo de filme que me deixa feliz e inspirada por uma semana. “The Fundamentals of Caring” é um filme original da Netflix que contém todos esses elementos e mais alguns. (indicação de Giulia)

“Sociedade dos poetas mortos”:  Na academia Welton, estudam apenas garotos, daquela maneira tradicional cheia de honra e obediência, mas tudo muda quando um novo professor, John Keating, chega. Ele mostra para os alunos uma maneira nova de ver todas as coisas os inspirando a ter uma vida extraordinária. “Carpie diem seize the day, boys. Make your lives extraordinary.”

O filme que ganhou meu coração e agora é o meu favorito, falando de um jeito muito lindo sobre juventude, amizade, poesia, professores maravilhosos e descobertas. Eu ri, eu chorei, eu não sei lidar com esse filme. Apenas assistam. (indicação da Dani)

“In your eyes”: uma espécie de Sense8 romântico com apenas dois envolvidos, embora a comparação não seja das melhores, já que o filme anterior a série. O importante é que, apesar do filme ser de 2014, eu vi esse ano e adorei. Nele conhecemos Rebecca e Dylan, duas pessoas que nunca se viram, moram em pontos opostos dos Estados Unidos e vivem em realidades também muito distintas. Desde a infância, os protagonistas sentem que há algo diferente com eles, porém, é só na vida adulta que percebem que estão ligados, podendo ver o que o outro vê (daí o título), sentir o que o outro sente.

Mais do que um romance com um pouquinho de fantasia, “In your eyes” me conquistou por mostrar como as pessoas a nossa volta nos influenciam, como relacionamentos tóxicos podem nos violentar e também como as pessoas certas podem colocar mais significado na nossa existência. Não é filme natalino, mas acho que é bem vibe de fim de ano. Também está disponível na Netflix, então se você aí tem o serviço, da uma olhadinha, assiste, e depois me conta o que achou. (indicação da Isa)

“Academia de Vampiros - Irmãs de Sangue”: Como não indicar esse filme nos melhores do ano? Eu sei que se você aí pesquisar, vai encontrar diversas críticas negativas (talvez você também tenha uma crítica negativa sobre o filme!), mas acontece que eu gostei. Não apenas gostei: fiquei apaixonada. Tenho um histórico com Academia de Vampiros, um lance de amor e ódio, mas o filme não recebe nada dos meus sentimentos negativos, muito pelo contrário.

O filme é uma adaptação do primeiro livro da saga de mesmo nome e conta a história da Rose, melhor amiga da Lissa, uma princesa vampira. Num mundo com vampiros vivos (moroi), mortos (strigoi) e meio-vampiros (dhampir) que protegem os vampiros vivos dos mortos, somos apresentados s dramas escolares adolescentes com acréscimo de: tretas vampíricas, aulas de combate e o mentor russo gostoso da Rose, Dimitri Belikov. É uma história que beira o ordinário, tem péssimos efeitos visuais e um roteiro com falhas. Mas está aqui na lista de melhores do ano por alguns motivos bem específicos: a amizade da Rose com a Lissa é maravilhosa, real, apaixonante; é muito fiel ao livro!!!!; quem interpreta a Rose é meu amorzinho Zoey Deutch. (Extra: DIMITRI BELIKOV.) (Indicação da Gih)

“Animais Fantásticos e Onde Habitam.” Enquanto todos estavam na hype de “Um filme ambientado no mundo de Harry Potter!”, eis que eu era a garota da sessão que estava lá porque EZRA MILLER NO ELENCO. Mas Animais Fantásticos acabou sendo muito mais que isso, o que me surpreendeu positivamente. Acabei gostando mais dele de que todos os filmes de Harry Potter combinados.

Virou meu filme favorito desse ano até o momento, já até o fechamento dessa news eu ainda não terei assistido Rogue One.

Porém, se tem algo que eu posso dizer além de VEJAM POR MOTIVOS DE EZRA MILLER BOTANDO AQUELA MANDÍBULA MARAVILHOSA NO SOL é VEJAM PORQUE SE ALGUÉM MERECE O TÍTULO DE AMORZINHO DO ANO, ESSE ALGUÉM É NEWT SCAMANDER. (indicação da Carol)

E essa foi a lista da vez. Uma coisa que nós nunca cansamos de nos surpreender e ficarmos animadas é por quanto somos diferentes umas das outras, e organizar esse ciclo especial tem mostrado isso cada vez mais 💜 Mas e você? Qual seu filme e série favorito nesse ano? Conta pra gente aqui por email, no nosso Twitter ou Facebook ;) Nós voltamos na semana que vem com a terceira parte do especial.

Beijos,
Equipe Tertúlia